Gente, primeiramente gostaria de me desculpar pela demora da postagem! O pintor tá aqui em casa, os pedreiros tão reformando e fiquei sem internet um tempão, mas agora acho que já tenho novos assuntos pra continuar com o blog ;)
O segundo filme que achei digno de postagem foi O Escafandro e a Borboleta. Filme dirigido pelo pintor e realizador de cinema nova-iorquino, Julian Schnabel, mesmo diretor de "Antes do Anoitecer", estreado em 2000.
Talvez pela direção de um pintor, a fotografia do filme tornou-se algo muito relevante e agradável. Sem contar que o roteiro adaptado é dos melhores, com trechos do livro em que foi inspirado. Poesia atrás de poesia. Versos tão bem escritos ligados às imagens antigas, guardadas na memória de Jean-Dominique Bauby.
O filme trata da história de Bauby (interpretado por Mathieu Amalric), editor da revista Elle que, durante uma volta de carro com o filho, tem um derrame cerebral e entra em coma. Por sorte, depois de 20 dias, acorda mas, ao mesmo tempo, apresenta uma rara paralisia e, sua única comunicação com o mundo exterior é o piscar de seu olho esquerdo.
O início é filmado como se fosse por dentro dos olhos de Bauby. O telespectador sente suas piscadas, sua aflição, sua visão limitada e ouve a voz de sua consciência, assim como a ironia vinda de sua triste condição. Isso faz com que, ao longo do tempo, o filme torne-se mais divertido e menos monótono.
A maior expressão vivida pelos personagens, é sem dúvida o espanto ao vê-lo e a ternura com que o tratam. Tanto as enfermeiras como a família, fazem-no acreditar que ele não deixará de ser parte de seus corações.
O método adotado com as letras do alfabeto gera certo estresse, já que no início é muito demorado formar palavras e frases. Bauby, depois de realmente aceitar sua nova condição, resolveu escrever o livro que, conseguiu ser publicado e aclamado pela crítica, dez dias antes de sua morte.
Como você reagiria frente a esta condição? Diferentemente de Maggie Fitzgerald, em Menina de Ouro, Bauby aceita sua condição e deixa a vida depois de atingir seu último objetivo profissional.
Mais do que uma homenagem a Bauby, o longa nos faz pensar em valorizar mais às pessoas e o nosso cotidiano. Mostra amor, dor, tristeza, ironia, esforço.
Creio que Bauby foi feliz e lutou até o final. Como ele mesmo disse, não perdeu sua imaginação e sua memória, fatores essenciais para mantê-lo vivo. Lembrando da infância, das viagens e dos desafios, Bauby soube aproveitar cada piscar de sua vida, levando os telespectadores a repensar a maneira como vivem e, principalmente, a valorizar sempre cada minuto de suas existências.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
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