quarta-feira, 15 de julho de 2009

The Reader- O Leitor

O Leitor é um filme baseado no livro de Bernhard Schlink. Ele conta a história de um garoto de 15 anos, Michael Berg (Ralph Fiennes) que se apaixona por uma mulher bem mais velha, Hanna Schmitz (Kate Winslet). A questão é que, pós Segunda Guerra Mundial, Hanna é uma das acusadas pelos crimes ocorridos nos campos de concentração. Dirigido por Stephen Daldry (o mesmo diretor de As Horas) e roteiro de David Hare; o longa recebeu cinco indicações ao Oscar, entre elas: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor fotografia e por último, melhor atriz (e a Kate W. levou esse prêmio pra casa, merecidamente).
Apesar de o filme tratar sobre Holocausto, mesmo que em segundo plano, ele se diferencia, pelo fato de Hanna Schmitz ser, a princípio, uma mulher ignorante, no sentido de incapaz mesmo.
Sim, ela foi terrível ao levar 300 pessoas à morte. Mas a personagem é tão complexa e tão comum, ao mesmo tempo, que ela sabia que deveria cumprir seu papel a qualquer custo, deixando de lado a própria consciência que, mais tarde, respondeu por ela e pelas companheiras, em seus 20 longos anos de prisão.
A pior parte é perceber que ela, mesmo matando 300 pessoas, continua o ser mais coração gelado do planeta! E é pior ainda notar que todos os assassinos que não se arrependem dos atos, ou que se arrependem com a mesma fugacidade com que envelhecem, são da mesma forma.
O terrível é você observar aquela mulher no julgamento e ainda, por um momento, ter pena dela, pois ela acreditava não ter escolha (ou nojo). E o que a gente faz com uma pessoa assim?
Mudando a história pros dias atuais, quantas pessoas não fazem a mesma coisa todos os dias? E eu nem to falando em assassinatos. A questão da ética, em algumas empresas, por exemplo, é tratada de forma tão esdrúxula, que muitas pessoas não ligam pro que fazem, e, muitas vezes tem medo de perder o emprego se não o fizerem. E isso é até compreensível, mas não aceitável.
Mas voltando ao filme, achei que a trilha sonora podia ser melhor e, Ralph Fiennes, não foi seu melhor papel. Na verdade ele interpretou bem, mas o personagem dele é um saco. Eu, particularmente, nao gosto de gente chove-num-molha e, juro, aquele leitor, é assim o filme todo. O filme nem é longo, mas algumas partes são monótonas e chegam a cansar.
Enfim! Se o sonho dela era ler, conseguiu. Porque pra uma pessoa que não tem família, não derrama uma lágrima e, ainda por cima, não demonstra nenhum tipo de afeto por qqer coisa que seja...bem. Ela deve no mínimo estar feliz, por ter conseguido buscar em livros a vida que nunca teve.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Definitely Maybe- Três vezes amor

Hey people! Percebi que esse blog só vai virar nas férias né, mas tudo bem.
Ontem de noite, sem nada pra fazer adivinhem? Liguei a tv e estava prestes a passar Definitely Maybe, um daqueles filminhos de sessão da tarde que você insiste em ver porque tem esperança de ser bom. E gente, era bom!

A história é mais ou menos assim: William Haynes (Ryan Reynolds) tem uma filha, Maya (Abigail Breslin - a fofa que faz Little Miss Sunshine). Tudo começa quando Maya pergunta ao pai como ele conheceu sua mãe - e ela quer a história verdadeira! Will tinha mais duas namoradas além da mãe da garota e, com a inversão dos nomes e omissão de alguns detalhes conta as três histórias paralelamente. Maya deve então, acertar qual das três mulheres é a sua mãe. O filme foi dirigido por Adam Brooks, o mesmo diretor que deu a seqüência nos filmes Bridget Jones´s Diary.
O público acaba por participar desse filme indiretamente, já que todos ficam na aflição de saber: afinal, quem é a mãe? Sem contar que uma delas, sem desprezar as outras, é a Rachel Weisz. E gente, vamos combinar, ela é demais. Além de ser uma excelente atriz, ela é sempre misteriosa, sedutora e inteligente em seus papéis. Até no Jardineiro Fiel, que ela tá toda cagada né, vamos combinar, ela continua linda.
No mais, é um filme que faz a gente pensar em certos valores. Will é o típico apaixonado dos grandes sonhos. Summer (Rachel Weisz) é a mulher inteligente que não mede esforços para se dar bem, mesmo que tenha que colocar coisas em risco. April, (Elizabeth Banks) é a boazinha, a amiga ( e amiga é sempre algo tenso). E Emily (Isla Fisher), a mulher que dá confiança pro namorado e o trai mesmo assim e, muito esperta, fala que tá se separando pelo bem dele. AHAM, CLARO.
Essa comédia romântica arrasa nos atores, no roteiro, na edição. A única coisa que eu realmente não gostei foram as músicas escolhidas. Tirando o Nirvana, que é um clássico, o resto parece música de natal e ninguém precisa delas antes do natal, né?
Enfim, assistamm! E deixo vocês com um trechinho do filme. Aí vai:

"Maya Hayes: What’s a threesome?
Will Hayes: It’s a game, that adults play sometimes… When they’re bored."

Beijos a todos!