She´s a Maniac!
Flashdance conta a história de uma jovem (Jennifer Beals), cujo sonho é se tornar uma grande dançarina. Ela trabalha como operária durante o dia, e de noite dança numa discoteca.
Olha que grande história! Em duas linhas eu resumi o filme de 94 (longos e tediosos) minutos.
A direção é de Adrian Lyne e eu garanto que ele é bem melhor dirigindo Lolita (quem não viu veja...ou leia o livro do Vladimir Nabokov que eu empresto).
Alexandra Owns, a protagonista é apaixonada pela dança. Ela diz que você deve sentir a música e seu corpo começa a acompanhá-la sem você pensar em nada. Eu concordo!
Mas veja bem. Primeiro, ela sai com o chefe, o que é bem bizarro. Ela ainda diz: "mas você é meu chefe" e ele "então eu te demito". Hã. o.O Que roteiro péssimo!! Tão ruim que recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Roteiroo!!
Bom, depois ela tenta entrar numa famosa academia de dança. Cada pessoa deve preencher um currículo contendo as escolas anteriores de dança, a formação e os trabalhos feitos. Ela não escreve nada, pois não teve oportunidades na vida, coitada.
Daí, o chefe dela "descola" um dos jurados pra deixar sua garota participar da audição. o.O
Por mais que os filmes sejam ficção, a graça é assimilar essas belas histórias com nosso cotidiano, principalmente essas que tratam de vencedores e emocionam a gente. Porém, aquela mulher é extremamente agressiva, saiu com o chefe e entrou de gaiato na audição!
Se eu fosse uma das meninas daquela fila, eu ia ficar muito brava!
Além do mais, achei a edição horrível também! Primeiro porque a cena mais esperada é a da última coreografia e ela nem aparece inteira! É simplesmente um corte com Alexandra correndo bizarramente em câmera lenta para o chefe que está lá fora segurando uma flor.
Ahhh!! Sem contar que os jurados ficam felizes ao vê-la dançar! Você já viu algum jurado fazendo isso? Ah sim, e viu duendes também neh! o.O
Apesar das duas mil piruetas que ela faz, ela também não teve tanta criatividade na coreografia. O que ela faz é ficar pirulitando de um lado para o outro. Até porque, vamos combinar, se fosse tão boa assim, teria ganhado Oscar de melhor coreografia e, no entanto, recebeu de melhor canção (e isso tem a ver com a Irene Cara, que nao teve culpa de fazer uma música boa pra um filme ruim!).
To mentindoo? Assiste lá! =)
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Escafandro e a Borboleta
Gente, primeiramente gostaria de me desculpar pela demora da postagem! O pintor tá aqui em casa, os pedreiros tão reformando e fiquei sem internet um tempão, mas agora acho que já tenho novos assuntos pra continuar com o blog ;)
O segundo filme que achei digno de postagem foi O Escafandro e a Borboleta. Filme dirigido pelo pintor e realizador de cinema nova-iorquino, Julian Schnabel, mesmo diretor de "Antes do Anoitecer", estreado em 2000.
Talvez pela direção de um pintor, a fotografia do filme tornou-se algo muito relevante e agradável. Sem contar que o roteiro adaptado é dos melhores, com trechos do livro em que foi inspirado. Poesia atrás de poesia. Versos tão bem escritos ligados às imagens antigas, guardadas na memória de Jean-Dominique Bauby.
O filme trata da história de Bauby (interpretado por Mathieu Amalric), editor da revista Elle que, durante uma volta de carro com o filho, tem um derrame cerebral e entra em coma. Por sorte, depois de 20 dias, acorda mas, ao mesmo tempo, apresenta uma rara paralisia e, sua única comunicação com o mundo exterior é o piscar de seu olho esquerdo.
O início é filmado como se fosse por dentro dos olhos de Bauby. O telespectador sente suas piscadas, sua aflição, sua visão limitada e ouve a voz de sua consciência, assim como a ironia vinda de sua triste condição. Isso faz com que, ao longo do tempo, o filme torne-se mais divertido e menos monótono.
A maior expressão vivida pelos personagens, é sem dúvida o espanto ao vê-lo e a ternura com que o tratam. Tanto as enfermeiras como a família, fazem-no acreditar que ele não deixará de ser parte de seus corações.
O método adotado com as letras do alfabeto gera certo estresse, já que no início é muito demorado formar palavras e frases. Bauby, depois de realmente aceitar sua nova condição, resolveu escrever o livro que, conseguiu ser publicado e aclamado pela crítica, dez dias antes de sua morte.
Como você reagiria frente a esta condição? Diferentemente de Maggie Fitzgerald, em Menina de Ouro, Bauby aceita sua condição e deixa a vida depois de atingir seu último objetivo profissional.
Mais do que uma homenagem a Bauby, o longa nos faz pensar em valorizar mais às pessoas e o nosso cotidiano. Mostra amor, dor, tristeza, ironia, esforço.
Creio que Bauby foi feliz e lutou até o final. Como ele mesmo disse, não perdeu sua imaginação e sua memória, fatores essenciais para mantê-lo vivo. Lembrando da infância, das viagens e dos desafios, Bauby soube aproveitar cada piscar de sua vida, levando os telespectadores a repensar a maneira como vivem e, principalmente, a valorizar sempre cada minuto de suas existências.
O segundo filme que achei digno de postagem foi O Escafandro e a Borboleta. Filme dirigido pelo pintor e realizador de cinema nova-iorquino, Julian Schnabel, mesmo diretor de "Antes do Anoitecer", estreado em 2000.
Talvez pela direção de um pintor, a fotografia do filme tornou-se algo muito relevante e agradável. Sem contar que o roteiro adaptado é dos melhores, com trechos do livro em que foi inspirado. Poesia atrás de poesia. Versos tão bem escritos ligados às imagens antigas, guardadas na memória de Jean-Dominique Bauby.
O filme trata da história de Bauby (interpretado por Mathieu Amalric), editor da revista Elle que, durante uma volta de carro com o filho, tem um derrame cerebral e entra em coma. Por sorte, depois de 20 dias, acorda mas, ao mesmo tempo, apresenta uma rara paralisia e, sua única comunicação com o mundo exterior é o piscar de seu olho esquerdo.
O início é filmado como se fosse por dentro dos olhos de Bauby. O telespectador sente suas piscadas, sua aflição, sua visão limitada e ouve a voz de sua consciência, assim como a ironia vinda de sua triste condição. Isso faz com que, ao longo do tempo, o filme torne-se mais divertido e menos monótono.
A maior expressão vivida pelos personagens, é sem dúvida o espanto ao vê-lo e a ternura com que o tratam. Tanto as enfermeiras como a família, fazem-no acreditar que ele não deixará de ser parte de seus corações.
O método adotado com as letras do alfabeto gera certo estresse, já que no início é muito demorado formar palavras e frases. Bauby, depois de realmente aceitar sua nova condição, resolveu escrever o livro que, conseguiu ser publicado e aclamado pela crítica, dez dias antes de sua morte.
Como você reagiria frente a esta condição? Diferentemente de Maggie Fitzgerald, em Menina de Ouro, Bauby aceita sua condição e deixa a vida depois de atingir seu último objetivo profissional.
Mais do que uma homenagem a Bauby, o longa nos faz pensar em valorizar mais às pessoas e o nosso cotidiano. Mostra amor, dor, tristeza, ironia, esforço.
Creio que Bauby foi feliz e lutou até o final. Como ele mesmo disse, não perdeu sua imaginação e sua memória, fatores essenciais para mantê-lo vivo. Lembrando da infância, das viagens e dos desafios, Bauby soube aproveitar cada piscar de sua vida, levando os telespectadores a repensar a maneira como vivem e, principalmente, a valorizar sempre cada minuto de suas existências.
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