O Leitor é um filme baseado no livro de Bernhard Schlink. Ele conta a história de um garoto de 15 anos, Michael Berg (Ralph Fiennes) que se apaixona por uma mulher bem mais velha, Hanna Schmitz (Kate Winslet). A questão é que, pós Segunda Guerra Mundial, Hanna é uma das acusadas pelos crimes ocorridos nos campos de concentração. Dirigido por Stephen Daldry (o mesmo diretor de As Horas) e roteiro de David Hare; o longa recebeu cinco indicações ao Oscar, entre elas: melhor filme, melhor diretor, melhor roteiro adaptado e melhor fotografia e por último, melhor atriz (e a Kate W. levou esse prêmio pra casa, merecidamente).
Apesar de o filme tratar sobre Holocausto, mesmo que em segundo plano, ele se diferencia, pelo fato de Hanna Schmitz ser, a princípio, uma mulher ignorante, no sentido de incapaz mesmo.
Sim, ela foi terrível ao levar 300 pessoas à morte. Mas a personagem é tão complexa e tão comum, ao mesmo tempo, que ela sabia que deveria cumprir seu papel a qualquer custo, deixando de lado a própria consciência que, mais tarde, respondeu por ela e pelas companheiras, em seus 20 longos anos de prisão.
A pior parte é perceber que ela, mesmo matando 300 pessoas, continua o ser mais coração gelado do planeta! E é pior ainda notar que todos os assassinos que não se arrependem dos atos, ou que se arrependem com a mesma fugacidade com que envelhecem, são da mesma forma.
O terrível é você observar aquela mulher no julgamento e ainda, por um momento, ter pena dela, pois ela acreditava não ter escolha (ou nojo). E o que a gente faz com uma pessoa assim?
Mudando a história pros dias atuais, quantas pessoas não fazem a mesma coisa todos os dias? E eu nem to falando em assassinatos. A questão da ética, em algumas empresas, por exemplo, é tratada de forma tão esdrúxula, que muitas pessoas não ligam pro que fazem, e, muitas vezes tem medo de perder o emprego se não o fizerem. E isso é até compreensível, mas não aceitável.
Mas voltando ao filme, achei que a trilha sonora podia ser melhor e, Ralph Fiennes, não foi seu melhor papel. Na verdade ele interpretou bem, mas o personagem dele é um saco. Eu, particularmente, nao gosto de gente chove-num-molha e, juro, aquele leitor, é assim o filme todo. O filme nem é longo, mas algumas partes são monótonas e chegam a cansar.
Enfim! Se o sonho dela era ler, conseguiu. Porque pra uma pessoa que não tem família, não derrama uma lágrima e, ainda por cima, não demonstra nenhum tipo de afeto por qqer coisa que seja...bem. Ela deve no mínimo estar feliz, por ter conseguido buscar em livros a vida que nunca teve.
quarta-feira, 15 de julho de 2009
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Definitely Maybe- Três vezes amor
Hey people! Percebi que esse blog só vai virar nas férias né, mas tudo bem.
Ontem de noite, sem nada pra fazer adivinhem? Liguei a tv e estava prestes a passar Definitely Maybe, um daqueles filminhos de sessão da tarde que você insiste em ver porque tem esperança de ser bom. E gente, era bom!
A história é mais ou menos assim: William Haynes (Ryan Reynolds) tem uma filha, Maya (Abigail Breslin - a fofa que faz Little Miss Sunshine). Tudo começa quando Maya pergunta ao pai como ele conheceu sua mãe - e ela quer a história verdadeira! Will tinha mais duas namoradas além da mãe da garota e, com a inversão dos nomes e omissão de alguns detalhes conta as três histórias paralelamente. Maya deve então, acertar qual das três mulheres é a sua mãe. O filme foi dirigido por Adam Brooks, o mesmo diretor que deu a seqüência nos filmes Bridget Jones´s Diary.
O público acaba por participar desse filme indiretamente, já que todos ficam na aflição de saber: afinal, quem é a mãe? Sem contar que uma delas, sem desprezar as outras, é a Rachel Weisz. E gente, vamos combinar, ela é demais. Além de ser uma excelente atriz, ela é sempre misteriosa, sedutora e inteligente em seus papéis. Até no Jardineiro Fiel, que ela tá toda cagada né, vamos combinar, ela continua linda.
No mais, é um filme que faz a gente pensar em certos valores. Will é o típico apaixonado dos grandes sonhos. Summer (Rachel Weisz) é a mulher inteligente que não mede esforços para se dar bem, mesmo que tenha que colocar coisas em risco. April, (Elizabeth Banks) é a boazinha, a amiga ( e amiga é sempre algo tenso). E Emily (Isla Fisher), a mulher que dá confiança pro namorado e o trai mesmo assim e, muito esperta, fala que tá se separando pelo bem dele. AHAM, CLARO.
Essa comédia romântica arrasa nos atores, no roteiro, na edição. A única coisa que eu realmente não gostei foram as músicas escolhidas. Tirando o Nirvana, que é um clássico, o resto parece música de natal e ninguém precisa delas antes do natal, né?
Enfim, assistamm! E deixo vocês com um trechinho do filme. Aí vai:
"Maya Hayes: What’s a threesome?
Will Hayes: It’s a game, that adults play sometimes… When they’re bored."
Beijos a todos!
Ontem de noite, sem nada pra fazer adivinhem? Liguei a tv e estava prestes a passar Definitely Maybe, um daqueles filminhos de sessão da tarde que você insiste em ver porque tem esperança de ser bom. E gente, era bom!
A história é mais ou menos assim: William Haynes (Ryan Reynolds) tem uma filha, Maya (Abigail Breslin - a fofa que faz Little Miss Sunshine). Tudo começa quando Maya pergunta ao pai como ele conheceu sua mãe - e ela quer a história verdadeira! Will tinha mais duas namoradas além da mãe da garota e, com a inversão dos nomes e omissão de alguns detalhes conta as três histórias paralelamente. Maya deve então, acertar qual das três mulheres é a sua mãe. O filme foi dirigido por Adam Brooks, o mesmo diretor que deu a seqüência nos filmes Bridget Jones´s Diary.
O público acaba por participar desse filme indiretamente, já que todos ficam na aflição de saber: afinal, quem é a mãe? Sem contar que uma delas, sem desprezar as outras, é a Rachel Weisz. E gente, vamos combinar, ela é demais. Além de ser uma excelente atriz, ela é sempre misteriosa, sedutora e inteligente em seus papéis. Até no Jardineiro Fiel, que ela tá toda cagada né, vamos combinar, ela continua linda.
No mais, é um filme que faz a gente pensar em certos valores. Will é o típico apaixonado dos grandes sonhos. Summer (Rachel Weisz) é a mulher inteligente que não mede esforços para se dar bem, mesmo que tenha que colocar coisas em risco. April, (Elizabeth Banks) é a boazinha, a amiga ( e amiga é sempre algo tenso). E Emily (Isla Fisher), a mulher que dá confiança pro namorado e o trai mesmo assim e, muito esperta, fala que tá se separando pelo bem dele. AHAM, CLARO.
Essa comédia romântica arrasa nos atores, no roteiro, na edição. A única coisa que eu realmente não gostei foram as músicas escolhidas. Tirando o Nirvana, que é um clássico, o resto parece música de natal e ninguém precisa delas antes do natal, né?
Enfim, assistamm! E deixo vocês com um trechinho do filme. Aí vai:
"Maya Hayes: What’s a threesome?
Will Hayes: It’s a game, that adults play sometimes… When they’re bored."
Beijos a todos!
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Flashdance
She´s a Maniac!
Flashdance conta a história de uma jovem (Jennifer Beals), cujo sonho é se tornar uma grande dançarina. Ela trabalha como operária durante o dia, e de noite dança numa discoteca.
Olha que grande história! Em duas linhas eu resumi o filme de 94 (longos e tediosos) minutos.
A direção é de Adrian Lyne e eu garanto que ele é bem melhor dirigindo Lolita (quem não viu veja...ou leia o livro do Vladimir Nabokov que eu empresto).
Alexandra Owns, a protagonista é apaixonada pela dança. Ela diz que você deve sentir a música e seu corpo começa a acompanhá-la sem você pensar em nada. Eu concordo!
Mas veja bem. Primeiro, ela sai com o chefe, o que é bem bizarro. Ela ainda diz: "mas você é meu chefe" e ele "então eu te demito". Hã. o.O Que roteiro péssimo!! Tão ruim que recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Roteiroo!!
Bom, depois ela tenta entrar numa famosa academia de dança. Cada pessoa deve preencher um currículo contendo as escolas anteriores de dança, a formação e os trabalhos feitos. Ela não escreve nada, pois não teve oportunidades na vida, coitada.
Daí, o chefe dela "descola" um dos jurados pra deixar sua garota participar da audição. o.O
Por mais que os filmes sejam ficção, a graça é assimilar essas belas histórias com nosso cotidiano, principalmente essas que tratam de vencedores e emocionam a gente. Porém, aquela mulher é extremamente agressiva, saiu com o chefe e entrou de gaiato na audição!
Se eu fosse uma das meninas daquela fila, eu ia ficar muito brava!
Além do mais, achei a edição horrível também! Primeiro porque a cena mais esperada é a da última coreografia e ela nem aparece inteira! É simplesmente um corte com Alexandra correndo bizarramente em câmera lenta para o chefe que está lá fora segurando uma flor.
Ahhh!! Sem contar que os jurados ficam felizes ao vê-la dançar! Você já viu algum jurado fazendo isso? Ah sim, e viu duendes também neh! o.O
Apesar das duas mil piruetas que ela faz, ela também não teve tanta criatividade na coreografia. O que ela faz é ficar pirulitando de um lado para o outro. Até porque, vamos combinar, se fosse tão boa assim, teria ganhado Oscar de melhor coreografia e, no entanto, recebeu de melhor canção (e isso tem a ver com a Irene Cara, que nao teve culpa de fazer uma música boa pra um filme ruim!).
To mentindoo? Assiste lá! =)
Flashdance conta a história de uma jovem (Jennifer Beals), cujo sonho é se tornar uma grande dançarina. Ela trabalha como operária durante o dia, e de noite dança numa discoteca.
Olha que grande história! Em duas linhas eu resumi o filme de 94 (longos e tediosos) minutos.
A direção é de Adrian Lyne e eu garanto que ele é bem melhor dirigindo Lolita (quem não viu veja...ou leia o livro do Vladimir Nabokov que eu empresto).
Alexandra Owns, a protagonista é apaixonada pela dança. Ela diz que você deve sentir a música e seu corpo começa a acompanhá-la sem você pensar em nada. Eu concordo!
Mas veja bem. Primeiro, ela sai com o chefe, o que é bem bizarro. Ela ainda diz: "mas você é meu chefe" e ele "então eu te demito". Hã. o.O Que roteiro péssimo!! Tão ruim que recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Roteiroo!!
Bom, depois ela tenta entrar numa famosa academia de dança. Cada pessoa deve preencher um currículo contendo as escolas anteriores de dança, a formação e os trabalhos feitos. Ela não escreve nada, pois não teve oportunidades na vida, coitada.
Daí, o chefe dela "descola" um dos jurados pra deixar sua garota participar da audição. o.O
Por mais que os filmes sejam ficção, a graça é assimilar essas belas histórias com nosso cotidiano, principalmente essas que tratam de vencedores e emocionam a gente. Porém, aquela mulher é extremamente agressiva, saiu com o chefe e entrou de gaiato na audição!
Se eu fosse uma das meninas daquela fila, eu ia ficar muito brava!
Além do mais, achei a edição horrível também! Primeiro porque a cena mais esperada é a da última coreografia e ela nem aparece inteira! É simplesmente um corte com Alexandra correndo bizarramente em câmera lenta para o chefe que está lá fora segurando uma flor.
Ahhh!! Sem contar que os jurados ficam felizes ao vê-la dançar! Você já viu algum jurado fazendo isso? Ah sim, e viu duendes também neh! o.O
Apesar das duas mil piruetas que ela faz, ela também não teve tanta criatividade na coreografia. O que ela faz é ficar pirulitando de um lado para o outro. Até porque, vamos combinar, se fosse tão boa assim, teria ganhado Oscar de melhor coreografia e, no entanto, recebeu de melhor canção (e isso tem a ver com a Irene Cara, que nao teve culpa de fazer uma música boa pra um filme ruim!).
To mentindoo? Assiste lá! =)
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
O Escafandro e a Borboleta
Gente, primeiramente gostaria de me desculpar pela demora da postagem! O pintor tá aqui em casa, os pedreiros tão reformando e fiquei sem internet um tempão, mas agora acho que já tenho novos assuntos pra continuar com o blog ;)
O segundo filme que achei digno de postagem foi O Escafandro e a Borboleta. Filme dirigido pelo pintor e realizador de cinema nova-iorquino, Julian Schnabel, mesmo diretor de "Antes do Anoitecer", estreado em 2000.
Talvez pela direção de um pintor, a fotografia do filme tornou-se algo muito relevante e agradável. Sem contar que o roteiro adaptado é dos melhores, com trechos do livro em que foi inspirado. Poesia atrás de poesia. Versos tão bem escritos ligados às imagens antigas, guardadas na memória de Jean-Dominique Bauby.
O filme trata da história de Bauby (interpretado por Mathieu Amalric), editor da revista Elle que, durante uma volta de carro com o filho, tem um derrame cerebral e entra em coma. Por sorte, depois de 20 dias, acorda mas, ao mesmo tempo, apresenta uma rara paralisia e, sua única comunicação com o mundo exterior é o piscar de seu olho esquerdo.
O início é filmado como se fosse por dentro dos olhos de Bauby. O telespectador sente suas piscadas, sua aflição, sua visão limitada e ouve a voz de sua consciência, assim como a ironia vinda de sua triste condição. Isso faz com que, ao longo do tempo, o filme torne-se mais divertido e menos monótono.
A maior expressão vivida pelos personagens, é sem dúvida o espanto ao vê-lo e a ternura com que o tratam. Tanto as enfermeiras como a família, fazem-no acreditar que ele não deixará de ser parte de seus corações.
O método adotado com as letras do alfabeto gera certo estresse, já que no início é muito demorado formar palavras e frases. Bauby, depois de realmente aceitar sua nova condição, resolveu escrever o livro que, conseguiu ser publicado e aclamado pela crítica, dez dias antes de sua morte.
Como você reagiria frente a esta condição? Diferentemente de Maggie Fitzgerald, em Menina de Ouro, Bauby aceita sua condição e deixa a vida depois de atingir seu último objetivo profissional.
Mais do que uma homenagem a Bauby, o longa nos faz pensar em valorizar mais às pessoas e o nosso cotidiano. Mostra amor, dor, tristeza, ironia, esforço.
Creio que Bauby foi feliz e lutou até o final. Como ele mesmo disse, não perdeu sua imaginação e sua memória, fatores essenciais para mantê-lo vivo. Lembrando da infância, das viagens e dos desafios, Bauby soube aproveitar cada piscar de sua vida, levando os telespectadores a repensar a maneira como vivem e, principalmente, a valorizar sempre cada minuto de suas existências.
O segundo filme que achei digno de postagem foi O Escafandro e a Borboleta. Filme dirigido pelo pintor e realizador de cinema nova-iorquino, Julian Schnabel, mesmo diretor de "Antes do Anoitecer", estreado em 2000.
Talvez pela direção de um pintor, a fotografia do filme tornou-se algo muito relevante e agradável. Sem contar que o roteiro adaptado é dos melhores, com trechos do livro em que foi inspirado. Poesia atrás de poesia. Versos tão bem escritos ligados às imagens antigas, guardadas na memória de Jean-Dominique Bauby.
O filme trata da história de Bauby (interpretado por Mathieu Amalric), editor da revista Elle que, durante uma volta de carro com o filho, tem um derrame cerebral e entra em coma. Por sorte, depois de 20 dias, acorda mas, ao mesmo tempo, apresenta uma rara paralisia e, sua única comunicação com o mundo exterior é o piscar de seu olho esquerdo.
O início é filmado como se fosse por dentro dos olhos de Bauby. O telespectador sente suas piscadas, sua aflição, sua visão limitada e ouve a voz de sua consciência, assim como a ironia vinda de sua triste condição. Isso faz com que, ao longo do tempo, o filme torne-se mais divertido e menos monótono.
A maior expressão vivida pelos personagens, é sem dúvida o espanto ao vê-lo e a ternura com que o tratam. Tanto as enfermeiras como a família, fazem-no acreditar que ele não deixará de ser parte de seus corações.
O método adotado com as letras do alfabeto gera certo estresse, já que no início é muito demorado formar palavras e frases. Bauby, depois de realmente aceitar sua nova condição, resolveu escrever o livro que, conseguiu ser publicado e aclamado pela crítica, dez dias antes de sua morte.
Como você reagiria frente a esta condição? Diferentemente de Maggie Fitzgerald, em Menina de Ouro, Bauby aceita sua condição e deixa a vida depois de atingir seu último objetivo profissional.
Mais do que uma homenagem a Bauby, o longa nos faz pensar em valorizar mais às pessoas e o nosso cotidiano. Mostra amor, dor, tristeza, ironia, esforço.
Creio que Bauby foi feliz e lutou até o final. Como ele mesmo disse, não perdeu sua imaginação e sua memória, fatores essenciais para mantê-lo vivo. Lembrando da infância, das viagens e dos desafios, Bauby soube aproveitar cada piscar de sua vida, levando os telespectadores a repensar a maneira como vivem e, principalmente, a valorizar sempre cada minuto de suas existências.
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